sábado, 23 de outubro de 2010

Semiótica Ir Pedro Mendes

Semiótica
Semiótica é a ciência dos signos. A significação, a representação, a interpretação das coisas abstratas e concretas através do uso de figuras representativas.
Charles Sanders Peirce (1839 – 1914)
Tudo que se dá à consciência se processa numa gradação de três propriedades que correspondem aos três elementos formais de toda e qualquer experiência; qualidade, relação e representação, posteriormente fixadas como: Primeiridade, Secundidade e Terceiridade.
Primeiridade – a qualidade da consciência imediata é uma impressão (sentimento) in totum, invisível, não analisável, frágil. Tudo que está imediatamente presente à consciência de alguém é tudo aquilo que está na sua mente no instante presente. O sentimento como qualidade é, portanto, aquilo que dá sabor, tom, matiz à nossa consciência imediata, aquilo que oculta o nosso pensamento. A qualidade da consciência, na sua imediaticidade, é tão tenra que mal podemos toca-lá sem estraga – lá. Nessa medida, o primeiro (primeiridade) é presente e imediato, ele é inicialmente, original, espontâneo e livre, ele precede toda síntese e toda diferenciação.
Secundidade – a arena da existência cotidiana está continuamente esbarrando em fatos que nos são externos, tropeçando em obstáculos, coisas reais, factivas que não cedem ao sabor de nossas fantasias. O simples fato de estarmos vivos, existindo, significa, a todo o momento, que estamos reagindo em relação ao mundo. Existir é sentir a ação de fatos externos resistindo a nossa vontade.
Terceiridade – Primeiridade é a categoria que da à experiência sua qualidade distintiva, seu frescor, originalidade irrepetivel e liberdade. Segundidade é aquilo que da a experiência seu caráter factual, de luta e confronto. Finalmente, Terceiridade corresponde à camada de inteligibilidade, ou pensamento em signos, através da qual representamos e interpretamos o mundo. Por exemplo: o azul, simples e positivo azul, é o primeiro. O céu, como lugar e tempo, aqui e agora, onde se encarna o azul é um segundo. A síntese intelectual, e elaboração cognitiva – o azul no céu, ou o azul do céu -, é um terceiro. A Terceiridade, vai além deste espectro de estrutura verbal da oração, ou seja. O individuo conecta à frase a sua experiência de vida, fornece à oração, um contexto pessoal.
Há três tipos de signos:
• O ícone, que mantém uma relação de proximidade sensorial ou emotiva entre o signo, representação do objeto, e o objeto dinâmico em si; o signo icônico refere o objeto que denota na medida em que partilha com ele possui caracteres, caracteres esses que existem no objeto denotado independentemente da existência do signo. – exemplo: pintura, fotografia, o desenho de um boneco.
• O índice, ou parte representada de um todo anteriormente adquirido pela experiência subjetiva ou pela herança cultural – exemplo: onde há fumaça, logo há fogo. Quer isso dizer que através de um indicio (causa) tiramos conclusões. Ainda sobre o que nos diz este autor, é importante referir que um signo, ou representamen, é qualquer coisa que está em vez de (stands for) outra coisa, em determinado aspecto ou qualquer titulo, (e que é considerado representante ou representação da coisa, do objeto – a matéria física) e, por ultimo, o interpretante – a interpretação do objeto. Por exemplo, se estivéssemos a falar de cadeira, o representante seria o conceito que temos de cadeira.
• O símbolo. “é um signo que se refere ao objeto que denota em virtude de uma lei, normalmente um associação de idéias gerais que opera no sentido de fazer com que o símbolo seja interpretado como se referindo aquele objeto”.

Organização do texto
Pedro Mendes. A .’. M .’.
A .’. R .’. L .’. S .’. Zohar nº 3953
Federada ao Grande Oriente do Brasil.

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